TO COM NOVO BLOG!
ESSE EU APOSENTEI!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
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fuiiiiiiiii!!!!!!!!!!!!!
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LIBERDADE À UNIÃO!!!
Depois de 18 anos no poder, mas sem se cansar de governar – como todo bom ditador – Paulo Leite foi derrotado nas eleições de 2009.
É incrível como o camarada que prega sobre a liberdade em Cristo quis prender tanto o povo... Parece que não tem consciência! É gostar muito do poder pra tentar a décima eleição consecutiva... Graças a Deus que as pessoas se libertaram da cegueira. Nenhum líder religioso que permaneça tanto tempo assim no poder faz bem a denominação alguma. As pessoas acabam ficando bitoladas com o sistema e nada cresce.
Mas, como em toda boa democracia, surgem os Obamas da vida... Como foi propício Barack vencer as eleições nos EUA! Acho que pela empolgação de dois terços dos eleitores foi que Osvaldo Lopes conseguiu acabar com a ditadura. (Será que foi um golpe de estado???). Negro, com a maioria dos votos e aprovação de pessoas que não fazem parte nem da UNIÃO. Acho que isso me faz lembrar alguma coisa...
"AINDA HÁ DEMOCRACIA NO REGIME CONGREGACIONAL! ÊÊÊÊÊ!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!"
Muitas pessoas que me conhecem dizem que tenho muita cultura, pelo fato de estudar música erudita desde criança. Essas mesmas pessoas acreditam veementemente que não ouço rock, não assisto novelas, não gosto de forró e só converso sobre Chopin. Mas forró não é cultura? Novela também não? Eu achava que fosse!
Confesso que não suporto o Big Brother, mas também admito que assisti a primeira edição do programa e percebi que é totalmente “sem futuro”, mas não deixa de ser cultura. “Uma cultura sem futuro?” É “sem futuro” pelo fato de não contribuir em nada para o telespectador ao findar os meses de confinamento dos participantes naquela casa. Mas é cultura porque possui espectadores que torcem pelos candidatos ao prêmio final como se torcessem por um personagem de algum filme, de alguma peça teatral ou até mesmo de algum romance. Trata-se de uma cultura midiática de entretenimento.
Nem Mozart, nem Bach têm tanta “audiência” no Brasil quanto o BBB e também não causam a nostalgia deixada por muitas novelas brasileiras e filmes hollywoodianos, mas são considerados superiores ao forró dos eternos Sivuca e Luiz Gonzaga. O fato de Beethoven ser cultura para mim, não me dá o direito de extirpar a cultura do Big Brother da vida de milhões de brasileiros.
O BBB faz parte de uma cultura pouco analisada, porém muito criticada pelos teóricos, mas que está inserida no cotidiano de diversos brasileiros. A cultura das mídias, que surge e desaparece repentinamente, está cada vez mais intercalada com a rotina das pessoas que vez por outra conversam sobre a novela, sobre o Caldeirão do Huck e o próprio BBB, e debatem entre si a respeito da personalidade dos personagens e sobre a qualidade dos próprios programas. Isso não seria algo cultural?
É evidente que as emissoras televisivas poderiam investir em algo mais educativo, se empenhando em trazer ao público um meio de contribuir para a formação intelectual, a fim de ampliar a visão de mundo dos telespectadores e contribuir para orientá-los como indagar e formular questões sobre a sociedade. O problema é que esta não é a função primordial da televisão, mas, sim, das escolas.
O Big Brother ilude porque traz consigo um misto de cores, um entretenimento fútil que atrai o cansado trabalhador – independente de classe social, algo para espairecer, para esquecer as complicações do emprego, para rir um pouco (mesmo que seja para rir dos outros!). É por conta desse jogo entre realidade e imaginação, iluminação e cores, que os programas televisivos conseguem tanta audiência. É a cultura midiática entretendo profissionais liberais, empregadas domésticas, advogados, psicanalistas e até mesmo professores universitários. Vai dizer que você nunca viu, pelo menos uma vez, o polêmico BBB?
É interessante que o Big Brother tem sido absorvido por diversos meios de comunicação. Revistas falam sobre o que ocorre na “casa”, sites comentam sobre as provas do programa, jornais locais falam sobre o participante que mora na cidade onde está inserido o jornal, e em todos estes meios de comunicação há público para dar audiência. Idosos, adolescentes, adultos e até mesmo crianças votam nos seus candidatos e opinam sobre as atitudes de cada participante.
Por mais que o programa seja banal, é necessário entender a cultura midiática da televisão como um grande complexo, uma mistura de linguagens visuais, verbais e sonoras que aguça vários sentidos do corpo. A interatividade entre emissor e receptor através das votações, das enquetes de rua, das ligações (quando o espectador pode ouvir o microfone do seu participante preferido), contribui muito para que as edições deste programa não terminem tão cedo. O fato de o público gostar do programa também se deve a sua identificação com as atitudes dos participantes. Não é a toa que milhões de brasileiros assistem assiduamente ao BBB.
A fusão da cultura do “belo” intercalada com o “grotesco” é uma das prováveis razões que elevam a audiência do programa. As mulheres formosas disputando por um milhão de reais, seus cabelos com a tintura caindo, suas barriguinhas crescendo, suas conversas fúteis, discussões sobre: “seu peito é caído!”, tudo isso dá muita audiência... Mas por quê? Acho que a esta pergunta só quem poderá responder são os doutores em psicanálise...
Por mais que rejeitem o BBB como produto cultural, os teóricos não podem negá-lo como um produto de diversão, de entretenimento, pois seria o mesmo que negar a existência de sua audiência que é constante, em grande número e fiel. Será mesmo que se o BBB fosse educativo, intelectual e menos lascivo daria tanta audiência? Acredito que não, até porque a cultura brasileira é a cultura carnavalesca, a cultura das minissaias, das calças apertadas, dos beijos prolongados em público, dos muitos “ficas”, das farras sem hora para terminar, dos namoros a três... Infelizmente é disso que o nosso povo gosta, com exceções, como em todo lugar.
Enfim, o Big Brother faz parte dessa cultura das mídias que, ainda mal compreendida por muitos, tem se enraizado nas sociedades democráticas e feito parte do cotidiano das pessoas, e se está no cotidiano, é claro que é cultura. Por mais que eu ame a música erudita, não posso negar que gosto de forró! Seria negar minha identidade cultural. Mas, por favor, né... Defender o BBB como cultura de mídia é uma coisa, mas acreditar que ele é um bom programa de televisão é outra...

Definitivamente, é muito bom ser criança! Lembro-me bem das minhas brincadeiras. Eu imitava Xuxa, queria ter a pinta da Angélica e ser amiga íntima de Eliana “e seus dedinhos”. “O Fantástico Mundo da Imaginação do Bobby” era meu desenho favorito, talvez porque eu me identificava demais com Bobby – um garoto de cinco anos, com o pé maior do que o do pai e com a mente mais fértil do que terra de plantar capim.
Eu queria ter um cachorro só pra batizar de “Priscila”, a cadela mais simpática da “TV Colosso”. Quando tinha seis anos, eu assistia a série “Superman”. Recordo bem as minhas fugas rápidas da sala toda vez que estava no final de algum episódio da série, porque terminava de quase meia-noite e meu pai sempre reclamava e dizia: “Ainda ta acordada, menina?”.
Os anos se passaram e as imitações e brincadeiras se tornaram mais sofisticadas... Eu colocava meus ursinhos de pelúcia para assistir peças de teatro (eu era a atriz principal, claro...) e posicionava as minhas bonecas para assistirem ao telejornal... “Telejornal?” Pois é... Eu nem imaginava me tornar uma jornalista algum dia, mas amava imitar William Bonner. Rabiscava algumas coisas nos papéis, sentava no chão por trás do banquinho de madeira e fazia dele a bancada do jornal. As bonecas ficavam do outro lado, assistindo ao noticiário. Era ótimo!
Mais uma vez os anos se passaram e estou aqui, criticando William Bonner... Que contradição! Meu “ídolo” do jornal e a minha “grande apresentadora” Xuxa estão entre as piores coisas que já vi dentro da TV. Não retiraria jamais os méritos de Bonner como jornalista, até porque cada jornal – mesmo os de qualidade infame – tem suas contribuições peculiares para cada grupo social. Quanto a Xuxa... Uma apresentadora com um programinha racista, que transformava as crianças brasileiras em reféns da mídia norte-americana, que sempre excluiu o negro e propagou a raça “ariana nórdica” como a superior na TV.
Era bom acreditar que o Jornal Nacional era perfeito e que as letras do “Mamonas Assassinas” eram inocentes – eu cantava todas elas... Um dia desses, quando ouvi outra vez “Robocop gay”, “Sabão cracrá”, “Pelados em Santos” fiquei estarrecida com o contexto das letras obscenas, promíscuas e nem um pouco infantis. Mesmo tendo apenas setes anos – não faz tanto tempo assim... – consigo lembrar da mídia impulsionando as crianças a cantarem, brincarem e pularem com aquelas músicas e o público infantil era o que mais gostava do “Sabão cracrá”.
Quando eu tinha dez anos, o momento era promissor para aquela bunda... Ops! Para aquela banda que cantava o “Tchan”, que “descia na garrafa” e que tinha um “pau que nasce torto nunca se endireita” estourar na mídia. Lembro que fizeram até uma boneca que vestia as mesmas roupas das dançarinas e que as crianças também podiam usar. Lembro das minhas amigas com as “poupanças” aparecendo e os meninos dando risadas... Elas tinham apenas dez anos e me parecia que quanto mais a TV percebia isso, mais investia na prostituição infantil midiatizada e descarada mistificada pela imagem “pueril” das dançarinas. Eu gostava do “Tchan”, mas não entendia porque minha mãe odiava...
Agora eu consigo entender porque a prostituição infantil ainda é divertida para alguns pervertidos. A mídia tem se desenvolvido muito neste aspecto, tem realmente dado “um grande salto” para que a porcentagem dessa atitude imoral não caia. Estou compreendendo agora porque quando eu tinha seis anos eu gostava de “Bob” e hoje, minha vizinha de dez anos gosta de “chupa, chupa, chupa que é de uva”... A mídia gosta de “endemonizar” a mente inocente. A televisão gosta de “sujeira” e se reveste de um falso amor e caridade no disfarce de William Bonner ou Fátima Bernardes...
Os jornais noticiam doentes mentais que matam para conseguir dinheiro, psicopatas que seqüestram por amor, filhos que maltratam os pais... Algo parecido com o que acontece nas telenovelas? Os escritores falam que reproduzem o cotidiano, mas não poderia ser o cotidiano uma reprodução da telenovela? Falam de uma suposta paz e um suposto amor, mas introduzem nas mentes inocentes os desenhos mais violentos, mais vingativos e doentis dos últimos tempos.
Às vezes sinto raiva da mídia que tentou roubar minha inocência – graças a Deus ela não conseguiu. Mas ao mesmo tempo sinto vontade de voltar a ser criança e fazer as mesmas coisas... Eu era inocente demais para tentar entender o que a mente podre de um adulto queria me passar. Mesmo não sendo mais criança, continuo a preferir “O Fantástico Mundo da Imaginação do Bobby” do que o Jornal Nacional, porque para mim a vida de Bobby é mais real.
"A liberdade de imprensa e principalmente o jornalismo investigativo funcionam como uma espécie de corregedoria do grande público. Quando remexem os porões e os bastidores sujos, geram medo nos desonestos e dão ao público a sensação de que os valores éticos serão obedecidos. Toda e qualquer sociedade necessita de veículos que fiscalizem as suas ações e que seja livre para publicar e expor o que acontece de internamente. A liberdade de imprensa é um dos pressupostos mais sagrados da democracia. Infelizmente, a imprensa evangélica não conseguiu ainda produzir um jornalismo isento, independente e sério. Publicam-se boas revistas de cunho inspirativo e reflexivo (a Ultimato, por exemplo). Escrevem-se boletins teológicos também com boa densidade. Já circulam, inclusive, periódicos semanais com notícias, receitas de bolo, moda, e até fofoca dos crentes. Mas faltam-nos jornalistas proféticos e pior, falta espaço para eles se expressarem. A igreja, como toda instituição social, necessita ser fiscalizada, cobrada e investigada. Lamentavelmente os evangélicos convivem com um espírito corporativista imenso. Acredita-se que denunciar um irmão é um crime hediondo. Tememos citar nomes. Quando a teologia da prosperidade começou a se enraizar no Brasil, publicou-se um livro que citava, já na capa, os responsáveis por essas aberrações doutrinárias. O autor sofreu ostracismo e a editora, duríssimas críticas. Entretanto, a Bíblia contém vários exemplos de pessoas expostas quando cometeram erros morais ou doutrinários. Paulo não hesitou em chamar a atenção de Pedro quando se mostrou incoerente em seu comportamento diante dos Fariseus e dos gentios – Gálatas 2. 11. Também afirmou que a linguagem de Himeneu e Fileto corroía como um câncer, pois pregavam que a ressurreição já se realizou – 2Tm 2.17; expôs a Demas que tendo amado o presente século, o abandonara – 2Tm 4.10; e não temeu revelar o nome de Alexandre, o latoeiro, que lhe causara muitos males – 2Tm 4.14. Há uma idéia errada que os erros da igreja não podem ser publicados sob o risco de perder o testemunho na sociedade. Mas o que é mal feito acaba sendo conhecido de qualquer maneira. Cristo prometeu que tudo o que estiver escondido será alardeado de cima dos telhados. Deus então levanta os profetas seculares e a igreja perde a oportunidade de mostrar sua intolerância com o pecado. Será que nunca teremos nenhum meio de comunicação com coragem de se antecipar aos grandes escândalos que vez por outra nascem na igreja evangélica?" Pr. Ricardo Gondim confira na íntegra: http://webbethel.com/gondim08.htm

Estamos no início de mais uma Campanha Eleitoral para escolhermos prefeitos e vereadores. Ao recordar as últimas eleições, realizadas há dois anos atrás, quando deputados, senadores e presidente foram eleitos, pude perceber que o candidato à Presidência da República, Cristóvam Buarque, do PDT, foi realmente o que apresentou a melhor proposta.
Muito criticado por falar apenas em Educação, vejo hoje o quanto Cristóvam Buarque poderia ter contribuído ao Brasil caso ocupasse o cargo da Presidência. É evidente que não se pode confiar na palavra dos candidatos às eleições, entretanto, se daquela vez a proposta fosse efetivada, o Brasil teria feito a melhor escolha.
O problema é que tem se investido muito pouco na educação brasileira. O número de analfabetos continua altíssimo e, quando se é considerado escolarizado, a maioria dos alunos consegue apenas decodificar as palavras.
Para Ângela Kleiman, em “Texto e leitor: aspectos cognitivos da leitura”, não poderá haver compreensão textual se o leitor não tiver o conhecimento prévio lingüístico. É necessário conhecer o vocabulário, a pronúncia e as regras sobre o uso da língua. Não basta apenas decodificar as palavras.
Outros aspectos que são imprescindíveis para a conquista da compreensão textual são os conhecimentos textuais – que é o conjunto de noções e conceitos sobre o texto – e o de mundo – que é o conhecimento em determinado assunto, tanto em áreas especializadas por profissionais quanto em questões básicas. Sem o engajamento desses três conhecimentos prévios, que se dá no âmbito da leitura, o leitor jamais conseguirá compreender o texto.
Mário Porini, da UFMG, em seu texto “A leitura funcional”, acredita que a maior parte da população brasileira adulta é funcionalmente analfabeta. Ela é impedida de se informar e de formar sua opinião sobre uma gama crescente de assuntos.
O analfabeto funcional corresponde àquela parcela da população que sabe ler e escrever, porém não adquiriu educação suficiente para a compreensão adequada de um texto. Esta parcela de “alfabetizados” pode ser encontrada até mesmo no Ensino Médio. Essa realidade leva a crer que a escola não está conseguindo alfabetizar funcionalmente os estudantes brasileiros.
Anteriormente falei que é necessário o conhecimento de mundo para que haja sentido no processo da leitura. O grande problema é que, se o cidadão não possui uma educação básica adequada nos campos da Geografia, História, Ciência, Matemática e do próprio Português, é impossível compreender o texto mais simples que existe.
A falta da democratização informacional também tem afetado a construção particular desse conhecimento prévio de mundo. A precariedade das condições sócio-econômicas é um dos maiores impulsionadores para a crescente massa de analfabetos funcionais. É complicado investir quase R$40,00 ao mês para a aquisição de uma assinatura de uma revista semanal. Fica financeiramente difícil investir na assinatura de um jornal diário quando o que o salário líquido não chega a R$ 800,00.
É interessante salientar que até no nível acadêmico as condições econômicas também fazem toda a diferença. Quando o Governo Federal deixa de investir em alguns cursos de graduação a Biblioteca empobrece. Quando isso ocorre, o estudante, que não tem condições para adquirir livros, tem seu curso prejudicado por falta de conhecimento especializado.
A democratização informacional consiste na difusão destes conhecimentos de mundo para toda a população. Caso Cristóvam Buarque efetivasse sua proposta, ele teria que, obrigatoriamente, investir nesta democratização para que pudesse ver seu ideal realizado com sucesso.
O Governo deveria investir na construção e na manutenção de bibliotecas públicas federais, pois este seria o primeiro passo para a democratização informacional. O investimento em programações com alto valor cultural em canais abertos televisivos seria essencial para a formação intelectual e cultural do povo brasileiro.
Vale salientar que a preocupação com as bibliotecas se daria também no âmbito da Internet, dos jornais e das revistas. Seriam grandes espaços voltados para a construção e o desenvolvimento do saber. Elaboração de livros criados através da junção de artigos de estudantes, além de fomentar o incentivo a prática da leitura, impulsionaria o surgimento de novas idéias e técnicas em diferentes áreas de conhecimento. Além disso, elevaria a auto-estima do alunado das classes sociais mais baixas da sociedade.
A falta de investimentos na fase pré-escolar, sobretudo na alfabetização, tem prejudicado as crianças que, num futuro próximo, sentirão falta de uma base educacional mais profunda. A péssima qualidade do conteúdo dos textos disponíveis para alunos de baixa renda tem agravado o problema.
Adolescentes que não conseguem assimilar idéias e possuem enorme dificuldade para responder a questionamentos a respeito do próprio lugar onde vivem são tendenciosos a estarem na “lista” dos analfabetos funcionais.
A Grécia é considerada o berço da civilização ocidental por ter investido alto na educação de qualidade. Em Atenas, a arte se mesclava com as Ciências Exatas e Sociais. O povo ateniense fez parte de uma sociedade desenvolvida e exemplar porque seus representantes conseguiram educá-los a não apenas absorverem informações, mas os impulsionaram a aprender a pensar.
Segundo José Marques de Melo, a educação está entre os fatores básicos para o processo de formação de opiniões individuais. Através dela, o cidadão delineia suas normas de conduta e amplia seus conhecimentos do mundo.
O problema é que no Brasil, nem a educação clássica – a que se aprende na escola – nem a educação informal – a que se aprende com as experiências pessoais e com a arte – têm sido consideradas importantes para receberem urgentes investimentos.
A verdade é que nossas autoridades não desejam que a população compreenda o mundo através da educação, justamente para não saberem quais são os direitos de cada cidadão. A educação é de suma importância para alicerçar todo o desenvolvimento de uma nação.

Agora falo igual a Danilo Gentili em seu site: “Tudo que tenho é o meu pensamento. Nesse mundo, onde uma bunda vale mais do que mil cérebros, sou politicamente incorreto”.
É imoral o que está acontecendo no mercado de trabalho. Você passa 15 anos da sua vida pagando um colégio particular com o objetivo de ser um cidadão mais educado, mais competente e com maiores possibilidades de ingressar numa universidade pública e de qualidade.
Você consegue entrar nessa universidade pública, supostamente qualificada, estuda, se esforça, dorme tarde, acorda cedo, corre em busca de computador, de internet, de livros, de dinheiro, de passagem de ônibus... Enfim, você gasta uma fortuna desde que nasceu para, supostamente, conseguir ingressar no mercado de trabalho.
Quando você chega ao fim do seu curso, você percebe que os “rostinhos lindos da TV” estão inseridos até mesmo no jornal... Os anos árduos de estudo, os livros lidos, as apostilas copiadas, os seminários e o esforço para arrancar um elogio de seu professor universitário são substituídos, de maneira nada discreta, pela incompetência e desqualificação de supostos âncoras que, por fazerem parte do número restrito de “rostinhos fofos e angelicais” impedem jornalistas formados, especializados e competentíssimos de exercerem essa função que, embora esteja tão menosprezada pelas políticas administrativas das grandes empresas jornalísticas, é importantíssima e exige treinamento e inteligência adquirida, no mínimo, com alguns anos de experiência na redação de um jornal.
O padrão norte-americano de ser, ou brasileiramente dizendo, o padrão “angelical gaúcho” de ser, tem sido a preferência. Não discordo com as emissoras de TV quando preferem rostos lindos, até porque detesto ver gente feia na TV. Mas o problema é que para ser jornalista não é necessário ser uma Top Model ou um Clark Kent. É necessário, acima de tudo, disciplina, qualidade e responsabilidade. Os telespectadores querem ver jornalistas bonitos, mas me diz uma coisa, quem é que fica feio depois de um trato no cabelo e maquiagem?
O que não dá é aceitar “rostinhos norte-americanos” que não possuem Curso Superior
É complicado também você chegar no fim do curso e perceber que as empresas querem seus serviços... “Como assim?”, você pergunta. Então eu te respondo: Você dificilmente encontra um estágio remunerado, e quando o é, só são conquistados depois do sexto período, ou seja, a partir do sétimo. Salientando que o Curso de Comunicação é concluído no oitavo período, nota-se que as empresas financiam você durante apenas um ano e depois é “pé na bunda”.
As empresas contratam seus serviços a troco de um salário mínimo. Serviços estes que já competem a um profissional formado. Depois elas te demitem e contratam outro estudante quase concluinte do curso, e assim sucessivamente. Entenderam o jogo de idéias das empresas? Afinal, usufruem da capacidade dos estudantes, mas no final nunca contratam como profissionais formados.
É difícil você ter que engolir um mercado que não abre espaço digno para estagiários. Digo “digno” porque espaço “indigno” é só o que tem. Algumas empresas jornalísticas não aceitam estagiários. Outras aceitam com remuneração, mas só passa na entrevista que tiver “rostinho de anjo” e “costas largas”. Outras aceitam estagiários de toda qualidade: pagam as passagens, o estudante é obrigado a estar lá de segunda à sexta, todas as tardes, fica durante um ano, trabalha sem remuneração e no final, não é contratado pela empresa. Os estagiários elaboram as reportagens para os jornalistas, mas os jornalistas é quem assinam o texto... Os estagiários buscam informações, gastam dinheiro para lanchar (isso quando consegue paitrocínio) ou morrem de fome nas redações e ainda têm a tristeza de ver o dono da empresa sendo processado por sonegar bilhões de reais. Não digo milhões, digo BILHÕES.
O mercado de trabalho, infelizmente, tem se tornado um inimigo da intelectualidade. Esses fenômenos catastróficos que temos visto têm decepcionado os jovens estudantes de maneira tal que muitos têm desistido do curso ou do próprio mercado por se sentirem inapropriados para a função que tanto sonhou.
Chega de fábulas, chega de fantasias, a realidade é outra: Não basta estudar, não basta “ralar”. Restam-nos apenas três opções, para quem deseja trabalhar com Telejornalismo: Ter o padrão norte-americano, ter “peixe” na empresa ou ter muita sorte. Das três fico com a última, e minha inteligência adquirida por longos anos de leitura e estudo fica, mais uma vez, pra trás...
Bem-vindos ao mercado de trabalho do Brasil!
Disseram que eu tinha que criar um Blog para divulgar meus escritos... Bem, vou ver se consigo ter tempo de escrevê-los!!! (hehehe) ![]()
Muito me admira o Excelentíssimo Senador Efraim Morais, do Democratas da Paraíba, o então Primeiro-Secretário do Senado, ter assinado um veto para proibir que jornalistas do CQC, da Band, entrassem no Congresso Federal (A CASA DO POVO). Ele que fala tanto em ÉTICA e MORAL não deveria ficar com medo dos jornalistas do CQC.
Vivemos em uma nação livre, onde a imprensa é livre. O CQC é imprensa, mesmo comédia, é imprensa. Nenhum parlamentar ou qualquer outra pessoa pode proibir ou tentar inibir o Direito que a Imprensa brasileira possui de informar. A niguém é permitido proibir a formação e divulgação de opiniões, principalmente em se tratando de opinião da Imprensa.
X
Lei n.º 2/99 de 13 de Janeiro
Aprova a Lei de Imprensa
A Assembleia da República decreta, nos termos da alínea c) do artigo 161.º da Constituição, para valer como lei geral da República, o seguinte:
CAPÍTULO I
Liberdade de imprensa
Artigo 1.º
Garantia de liberdade de imprensa
1 - É garantida a liberdade de imprensa, nos termos da Constituição e da lei.
2 - A liberdade de imprensa abrange o direito de informar, de se informar e
de ser informado, sem impedimentos nem discriminações.
3 - O exercício destes direitos não pode ser impedido ou limitado por
qualquer tipo ou forma de censura.
Artigo 2.º
Conteúdo
1 - A liberdade de imprensa implica:
a) O reconhecimento dos direitos e liberdades fundamentais dos jornalistas,
nomeadamente os referidos no artigo 22.º da presente lei;
b) O direito de fundação de jornais e quaisquer outras publicações,
independentemente de autorização administrativa, caução ou habilitação
prévias;
c) O direito de livre impressão e circulação de publicações, sem que alguém a
isso se possa opor por quaisquer meios não previstos na lei.
2 - O direito dos cidadãos a serem informados é garantido, nomeadamente,
através:
a) De medidas que impeçam níveis de concentração lesivos do pluralismo da
informação;
b) Da publicação do estatuto editorial das publicações informativas;
c) Do reconhecimento dos direitos de resposta e de rectificação;
d) Da identificação e veracidade da publicidade;
e) Do acesso à Alta Autoridade para a Comunicação Social, para salvaguarda da
isenção e do rigor informativos;
f) Do respeito pelas normas deontológicas no exercício da actividade jornalística.Retirado do site: http://www.anjef.com/legislacao08.htm
Segundo Marcelo Tas, em seu blog ele afirma:"Nem durante a ditadura sofri esse tipo de privação do direito da livre expressão na Casa do Povo" e continua: "Mais do que nunca é hora de lutar contra a censura, que bate novamente à nossa porta. Inclusive com vetos a reportagens com candidatos a prefeito, muito antes de começar a campanha eleitoral". Ele conclui afirmando que A Folha de São Paulo e a Editota Abril já tiveram "dor de cabeça" por causa de divulgações que foram consideradas "impróprias".
Aos parlamentares cabe apenas exercer seus cargos com clareza, ética, coerência e verdade. Foi realmente uma VERGONHA NACIONAL ter que ver a produção do CQC fazendo campanha contra a censura em pleno século XXI.
Com isso aprendemos pelo menos uma coisa: o Senador ter medo de um programa que costuma QUESTIONAR diretamente os nossos políticos, tem medo de um dia ser questionado por eles também. Só espero que o povo paraibano ACORDE e pense DIREITINHO a respeito da LIBERDADE DE IMPRENSA quando o Senador EFRAIM MORAIS se candidatar ao Governo.
"Eles estão a solta, mas nós estamos correndo atrás!"
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